sábado, 10 de outubro de 2015

Um conselho


Se você me pedisse um conselho hoje, eu lhe diria: "Tenha amigos".
Entre todos aqueles conselhos padrões sobre amor próprio, fazer o bem, ser feliz e tal, eu lhe aconselho: Faça e cultive amigos!
É como uma dose de amor em dobro, pague um e leve dois. Tipo ponta de estoque, promoção imperdível. Mas lembre-se que é de graça!
E sabe porque eu te digo isso? Não é porque ter amigos é fácil, e vocês só vão viver a vida curtindo e rindo de tudo. 
É justamente quando vocês não estão fazendo isso que essa dose de amor em dobro prevalece.
Quando te faltar amor. Quando te faltar sorrisos. Quando te faltar esperança... Tenha amigos!
São eles que irão te estender a mão quando você menos esperar.
Eles que vão te ajudar a se levantar depois daquele caldo, aquele que arranca até parte de cima do bikini. É claro que antes disso, eles vão rir e te dizer: - Eu te avisei que esse mar era bravo demais, você não sabe nadar.
São eles que irão acreditar em você quando você perder o emprego, a esperança, a vontade.
Que irão  te emprestar dinheiro pro bar, pro arroz... Isso quando eles não te emprestarem o próprio nome.
São eles que irão te lembrar quão bom você é.
São eles que irão torcer pela tua vitória, e sofrer quando você fracassar.
Por isso que eu digo, fazer amigos, é uma junção de todos os melhores conselhos do mundo em um só.
Quando se tem amigos, se tem praticamente tudo, e se você não tiver tudo, com certeza algum amigo tem mais um pouquinho para lhe dar. 

Mayara Pandolfi 

domingo, 28 de junho de 2015

Esse tal de amor...


E é mesmo muito louca essa coisa de amar né?
É tipo ter dois corações dentro de um mesmo corpo. 
É como se multiplicassem almas, grandes ou pequenas, muito ou pouco, 
o amor de egoísta nada tem.
Perdemos a propriedade do orgulho, abrimos mão de sermos só.
Espera-se do amor a perfeição e a calmaria de um fim de tarde na praia.
Coitado dos que se iludem achando que o amor é feito só de paz.
O amor muitas vezes mesmo sendo a cura, pode ser a grande causa de grandes guerras.
Quem nunca lutou contra si mesmo? 
Quem nunca se sentiu derrotado sem conseguir controlar seus próprios sentimentos? 
Se você nunca, então meu amigo talvez você ainda não tenha amado!
Ama-se tudo muitas vezes por nada.
Ama-se gratuitamente simplesmente por ser amor.
Ama-se o gosto, ama-se a voz. 
A música preferida, a comida, o lugar, o vazio.
Generoso, tolo, o amor nos torna humanos. Mesmo que nos consideramos assim desde sempre, é o amor propriamente dito que faz com que identificamos no mundo razões para ser maiores, melhores.
Grandes sonhadores do "pra sempre".
O amor nos faz sonhar.
A sós, a dois, acordado.

Mayara Pandolfi


domingo, 10 de maio de 2015

Os laços entre os nós.



Era os laços entre nós, dando um nó no peito feito a nossa música tocando no quarto do vizinho.
Era a alegria de te ter de volta, misturada com a perturbação de não querer te deixar partir. De novo não.

Era o teu relógio na minha cama dizendo que ainda era cedo demais para acabar, mas que já era a hora de ir ou de decidir ficar, de vez.

Era o meu coração parado, zerado,  quase morto, mas como não é possível te matar em vida - não na minha – ele teimava em te viver, reinventar, te recriar, como sempre.

Era teu olhar cheio de medo de viver, cheio de vontade de dizer tudo o que a boca calou mas os olhos não.

Era eu me perguntando como a gente conseguiria, como a gente faria pra deixar ser tão grandes, tão juntos, tão tudo o que a gente quer(ia) ser.

Eu sei que você não queria ir embora, nem eu queria que você fosse. Doía no peito a impressão de acordar ao seu lado mais uma vez, e talvez última. Quase sem lembrar que eu acordo com você todos os dias...  Nos trilhos, nas fotos, no quarto, na mente, na alma, na vida.

Nem sei se um dia deixará de estar, deixará de bater, deixará de viver.
Em meu coração você sempre está aqui, e se de propósito ou não, faz questão de continuar.

Mayara Pandolfi

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Um corredor cheio de cores em uma vida preto e branco.



E era eu naquele corredor imenso de cor, de coisas e de preços.
Foi então que eu percebi que perdi meu paladar pra tudo que remete a lembranças de nós. 
Foi aí que eu vi eu, um carrinho vazio de coisas vazias e sem ninguém para contar. 
E todas aquelas coisas me remetiam a lembrar de tudo, enquanto o coração mandava uma mensagem pedindo pra amnésia voltar. 
E ela voltou.
Voltei pra casa com a sacola vazia e com a memória cheia de coisas estranhas e vontades erradas.
Voltei pra casa com o coração cheio de dores e a vida vazia de você. 
Meu lado da cama não é mais o mesmo. Dormir como antes me fazia perder o sono, bloqueava o meu sossego. 
Então deitei, no  travesseiro que não é mais teu. Sequei meu pranto e engoli meu canto,  pois não há mais porque cantar.
Vai passar...

Mayara Pandolfi

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O amor que é te deixar partir...

O amor que é te deixar partir...

Dizem que quando se ama deve se deixar livre aquilo que tanto se quer.
Deixar que se vá, para que talvez volte, ou não.
Então deixo-te livre para que assim o faça, para que assim volte.
Volte e traga tudo que havia em mim, e que deixou de ser quando deixamos de ser nós.
Deixo para que cumpras a missão de ser feliz não sendo a gente, não tendo a parte de mim que sempre foi sua. 
A parte de nós que já não faz mais parte.
E sendo assim, que assim voltes, trazendo de volta tudo aquilo que sempre me coube ser... 
Que talvez possamos viver sem nos culpar do que éramos, sem nos maltratar pelo que somos.
E assim talvez voltaremos a ser partes... A parte que nos falta, a parte que nos fala, a parte que é simplesmente ser "o par".

Mayara Pandolfi


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Tempo



Tempo. Tão importante, mas de vez em quando até esquecemos que ele existe. Sei lá, na hora de amar, de ser feliz, ele passa tão rápido que parece que nem é de verdade.


    Em compensação às vezes ele está tão presente que parece que ouvimos cada Tic-tac do relógio soar nos ouvidos.
    Medo de envelhecer. De morrer. De que não passe. De que passe rápido demais.
    O tempo dá medo mesmo.
    Talvez não seja mesmo MEDO. Não sei bem o que é.
    Só sei que tem horas que da vontade de eternizar certo TEMPO. Não o segundo em si, mas o tempo inteiro; Aquela hora; Aquele dia; Aquele ano. Áh, como foi bom aquele ano!
    O tempo ruim também se torna bom... Geralmente quando esse tempo já faz parte do passado.
    Algumas coisas se vão com o tempo: a face sem rugas, bunda empinada, visão, audição. É tanta coisa que nem sabemos o que realmente é importante.
    Sei que importante mesmo é o que VEM com o tempo. O passado é tão importante quanto o presente e o futuro.
    O que seria de nós sem nossas bagagens eternas? O primeiro dia de aula; Aquele verão inesquecível; O amor da adolescência ou da 3º idade; Aquela decepção que parecia a primeira, a segunda a terceira pior da sua vida.
    Nossa! São tantas as lembranças, tantos tic-tac’s do relógio, passou-se tanto tempo... Mas parece que foi ontem.
    O tempo é tão mortal quanto nós. Afinal, tudo termina quando termina o nosso tempo, seja aqui, seja ali. Mas jamais será tempo suficiente para sempre. (...)




Mayara Pandolfi